Fotos HQ Festival

Luci, Renato Guedes e Lúcia

Renato Guedes e Arlan










O Grande Barato de Editar um Fanzine

Afinal de contas, por que muita gente parece perder tempo (e dinheiro) produzindo um fanzine? A verdade é que a satisfação gerada pela confecção de um zine ? de ver o seu esforço pessoal concretizado na forma de uma revista, de poder distribuí-lo por aí, e por fim, de poder receber comentários (favoráveis ou não) ? não tem preço, e muitas vezes, valem mais que rios de dinheiro…
Por que a gente faz fanzine?
Os motivos podem ser inúmeros, mas geralmente os fanzineiros são formados por fãs de determinado assunto, como personagem ou autor de quadrinhos, atores de cinema, músicos etc. É muito comum grupos de fãs formarem um fã-clube, e daí, surgir um boletim com notícias destinadas a suprir a necessidade de informação deles e de outros interessados pelo assunto.
Aqui no Brasil, o primeiro caso de um boletim informativo é creditado ao Sr. Edson Rontani, de Piracicaba ? interior de São Paulo ? que, em 1965, lançou o Ficção (Boletim do Intercâmbio Ciência-Ficção Alex Raymond). Adiante, Rontani voltaria a lançar outras publicações independentes, assumindo de vez o termo inglês “fanzine” (magazine do fã = revista do fã), para elas, a partir de meados dos anos 1970.
Há também, aqueles que buscam o caminho da profissionalização através dos zines, seja como um pesquisador, entrevistador, tradutor, ou mesmo como desenhista e roteirista de histórias em quadrinhos. Surge então, um novo termo para essas publicações que trazem única e exclusivamente HQs do autor: “Revistas Independentes”.
Há inúmeros exemplos de quadrinhos independentes que acabaram virando obras profissionais, tais como os de André Diniz (proprietário da editora Nona Arte), o do personagem Meteoro (deste que vos escreve), publicado pela Editora Escala, e da heroína Velta, de autoria de Emir Ribeiro ? que inclusive, chegou a ser desenhada porMike Deodato (atual desenhista do Hulk). Nos últimos anos, Veltaabrilhantou dois álbuns publicados pela Opera Graphica Editora.
Como fazer, como divulgar e onde distribuir um fanzine?
Antigamente, era comum produzir fanzines em mimeógrafos. A dificuldade, entretanto, era conseguir aplicar as imagens no trabalho. Com o surgimento das máquinas copiadoras, esse problema foi sanado. Além disso, as copiadoras propiciavam ao editor do zine, produzir poucas cópias (entre 20 e 50) a um custo unitário bem baixo. O problema é que até o final da década de 1980, a qualidade das cópias eram muito ruins, e costumavam ficar apagadas com o tempo ? o que depreciava todo o trabalho do fanzineiro.
Em meados dos anos 1990, com o advento de duplicadores digitais, o sonho de vários editores independentes em poder imprimir uma tiragem que ultrapassasse a marca de 100 cópias a custos acessíveis tornou-se realidade, embora a qualidade de impressão neste processo, ainda esteja diretamente ligada à boa vontade do operador da máquina. Alguns editores mais abonados (ou propensos a sacrifícios), preferem imprimir no sistema off set ? que costuma sair mais caro no total, mas bem barato, na unidade, e que por conseguinte, dá um aspecto mais “nobre” à sua publicação. Os exemplos são inúmeros, mas podemos destacar a graphic Semideuses, do grupo Saga, de 1993, e o gibi Os Protetores, do selo alternativo Fire Comics, lançado em 1995. Dois mais recentes, podemos destacar o DB Milênio, da Equipe DBM (hoje, Anime Pró).
Mas se você é daqueles que está se iniciando na fanedição (termo usado no meio alternativo a respeito dos editores de fanzines), e não tem a pretensão de investir muito dinheiro nele, a produção básica, consiste no seguinte:
- Ao dobrar ao meio uma folha A4, automaticamente, você terá 4 páginas a sua disposição. Se por acaso, você intercalar, digamos, mais 4 folhas dobradas, você já terá um “boneco” de revista de 20 páginas, no formato 15 x 21 cm.
- Hoje em dia, com a facilidade da informática, você pode diagramar todo o fanzine no computador. Daí, é só imprimir as páginas no formato especificado e colá-las no boneco.
- Com o boneco completo, você o levará aberto à uma copiadora e imprimirá a quantidade de cópias que quiser.
- Hoje em dia, muitas copiadoras fornecem o serviço de grampear e laminar as bordas da revista (para que não se crie o efeito “escadinha” nas folhas). Mas caso você não se importe com o efeito “escadinha” e queira economizar no serviço de grampo, leve as cópias para casa e as coloque abertas e centralizadas sobre uma borracha macia. Abra a lingüeta de seu grampeador e o pressione contra o centro da folha. Daí, é só desprender a borracha, dobrar as folhas, e sua revista (fanzine) estará montada.
É preciso você ter a consciência de que um fanzine não é um trabalho que visa o lucro ? ao menos imediato ?, e que alguns exemplares podem (e devem), seguir como “cortesia do editor”, a fim de que seu trabalho conquiste alguma repercussão. Para divulgar seu fanzine, você poderá enviá-lo a vários lugares, como jornais e seções de cartas de revistas em quadrinhos. Mas não há garantia nenhuma que você conseguirá algum tipo de repercussão com isso. Não é nem por má vontade dos jornalistas e editores, mas sim, por disponibilidade de espaço e proposta de suas colunas. Mas o legal, é que no meio alternativo a camaradagem costuma imperar entre os fanzineiros. Uns costumam divulgar os outros em suas páginas. O QI, de Edgard Guimarães, é uma publicação voltada, quase em sua totalidade, à divulgação de fanzines. É só enviar um exemplar para o Edgard (Rua Capitão Gomes, 168 ?Brasópolis ? MG 37530-000); que ele fará uma resenha e reproduzirá seu zine no QI (Quadrinhos Independentes) ? que por sua vez, tem uma distribuição abrangente de 500 exemplares.
Por fim, além de distribuir seu fanzine pelo correio, você poderá colocá-los em lojas especializadas (comic shops) e até em bancas de jornais, à base de consignação. Geralmente, os lojistas são mais receptivos a revender fanzines que os jornaleiros, pois suas lojas são verdadeiros points, lugares mais propícios a aparecerem possíveis interessados neste tipo de trabalho. Você pode usar seu poder de barganha, e tentar vender diretamente ao lojista, ou quem sabe, conseguir um anúncio pago da loja dele em sua publicação ? o que já ajudaria nos gastos de produção.
Produzir um fanzine ou revista independente é uma atividade prazerosa, que propicia ao editor, ensinar e aprender, ao mesmo tempo. O contato via correio é muito bacana, e você acaba conhecendo muita gente interessante, que podem até se tornar suas amigas, futuramente. Se a profissionalização for sua meta, os zines, com certeza, servirão de laboratório para você experimentar e aprimorar seu talento ? seja o de escrever, seja o de desenhar. Leve sempre em conta as opiniões sinceras, principalmente as críticas, e saiba tirar proveito de tudo. Saiba que muitos que começaram nos fanzines, hoje são excelentes profissionais. Quem sabe você poderá ser o próximo, hein?
Por Roberto Guedes
Fonte: Anime Pró
SED

S.E.Daibakuhatsu®
Kaneda, 17 anos, estudante do 3° ano.
Junto com sua apaixonada e ciumenta namorada Yuri, e seu amigo engraçado mas não tão popular entre as garotas, Kyle; leva um cotidiano normal para sua idade. Mas acaba se envolvendo em uma briga que não é sua.

SED pág. do Volume 04
Determinado e orgulhoso, Kaneda decide ajudar aquele jovem. Mas.. no meio de romances, comédia e muita luta, será possível perceber que as pessoas nem sempre são o que parecem?
Acompanhe você também ao lado de Kaneda, Yuri e cia, uma história que mostrará diferentes faces da natureza humana
Samurai Tchê

Samurai Tchê #01
No final da década de 1950, colonos oriundos do Rio Grande do Sul e Santa Catarina foram em busca das terras devolutas que estavam sendo distribuídas pela CANGO (Colônia Agrícola Nacional Genral Osório.), para então preencher os vazios demográficos da referida região; assim os colonos e suas famílias iam em busca das terras e dos sonhos.
Em meio a toda essa esperança por uma vida melhor, as temíveis companhias de terras e seus cruéis mercenários, os jagunços, instalaram-se no local; queriam de qualquer jeito os loteamentos e os
pinheiros. Apelavam para todas as formas de violência, tanto física quanto moral.
Nisso um personagem carismático e simples entra na História: Garibaldi; mestre no manejo do facão, este gaúcho quer mostrar que os colonos e posseiros não estão sozinhos na luta contra as companhias.
Este mangá tem cunho historiográfico (baseado na Revolta dos Posseiros de 1957), mas o mesmo é só um pano de fundo; ao longo da série, os personagensirão se desenvolver em vários aspectos, tanto em suas habilidades de combate, como na questão psicológica.
Samurai Tchê é um mangá inovador, pois valoriza a cultura regional, e mais: possui artigos, referências bibliográficas, preview da próxima edição, e claro, uma sessão de cartas para os leitores participarem, enviando suas dúvidas, críticas, elogios, desenhos, etc.
Produzido por Luciano do Paraná.
Visitem e vejam como adquirir o seu exemplar visitando o Blog.
Vamos apreciar o trabalho dos nossos artistas nacionais!
Zine-Expo

Fanzine Expo é a oportunidade perfeita para vocês, que assim como eu produzem manga de forma idependente e precisam de uma chance de mostrar o seu trabalho aos futuros leitores.
Nós, do Studio Gota Zine, organizamos áreas especiais dentro dos eventos de animação japonesa, na cidade do Rio e Grande rio, onde diversos trabalhos, cariocas ou não, são expostos e colocados a venda.
Envie os seguintes dados para gotazine@gmail.com
Manga:
Autor:
Gênero:
Nº de edições:
N° de páginas:
Preço:
Resumo a ser colocado no site:
Contato:
E bem, voce pode enviar as suas ediçoes que gostaria de expor pelo correio, ou nos enviar os arquivos para nós mesmos reproduzirmos aqui.
Se optar pela segunda opçao, deixe tambem especificado qual o tamanho, material e acabamento que deseja ser impresso. Caso contrario usaremos o nosso padrao – Tamanho A5; capa 4/0 couche 120 e miolo 1/1 sulfite 75; Acabamento grampo canoa.
O arquivo deve ser enviado em pdf, pronto pra impressao, com marca de corte e tudo.
Preço a ser combinado, pagamento da tiragem adiantado.
Em ambas as opções será cobrado uma taxa de 15% do preço de capa, para manutençao da feira.
Agora soh depende de voces.
Graças a um trabalho firme do nosso estúdio, a visão negativa que pairava sobre muitos dos leitores de manga no Brasil sobre os quadrinhos nacionais, foi muito modificada. Hoje a aceitação está positiva, e muitos leitores vão aos eventos apenas para completar suas coleções.
Temos mais de 10 títulos já a venda! Então embarque nessa você também!!
Se você ainda não produz manga, mas está interessado, nós também ajudamos você a entrar no ramo.
Postado por Nightwalker na comunidade Mangaka Brasil
A Equipe

Nosso Banner
Nosso primeiro Banner ^^
Com Arte de Edson Masakiro e cores por Lucy Souza.
Espero que gostem.
Desafio para desenhistas

A Jambô Editora — editora especializada em livros de RPG, livros-jogos e literatura fantástica e nós do Papo de Artista temos o orgulho de anunciar o 1º Desafio do Desenho!
O Desafio do Desenho é um concurso de ilustração aberto a todos os artistas. Faça sua ilustração dentro do tema proposto, nos envie e torça — os três melhores trabalhos serão publicados na revista DragonSlayer e o artista do melhor trabalho, além disso, será convidado a ilustrar um produto da Jambô!
Regulamento do 1º Desafio do Desenho
O Desafio do Desenho, promovido pela Jambô Editora e pelo Papo de Artista, é um concurso cultural que tem como objetivo oferecer oportunidades a artistas de todo o Brasil. Poderão participar do concurso todas as pessoas físicas, residentes em qualquer parte do território nacional, com idade superior a 14 anos e que aceitem as condições previstas neste regulamento.
Inscrição e envio das ilustrações:
A inscrição é gratuita. Para participar, os interessados devem enviar seus dados pessoais (nome completo, RG, CPF, endereço, telefone e e-mail) e até 2 (duas) ilustrações, por e-mail, para o endereço papodeartista@gmail.com , com o assunto “1º Desafio do Desenho”.
As ilustrações devem ser originais e devem seguir o tema Dragon Slayers — Caçadores de Dragões. Vale qualquer tipo de caçador de dragão, do clássico cavaleiro em armadura a um bárbaro de machado gigante. As ilustrações enviadas devem ter 14 x 21 cm, com resolução de 300 dpi, escala de cor RGB e formato de arquivo jpg. Por gentileza, certifique-se de que o arquivo não ultrapasse 5 MB de tamanho.
O prazo para envio do e-mail é de 20 de setembro a 20 de outubro de 2009. Todos os desenhos enviados poderão ser vistos aqui no site.
Avaliação:
As ilustrações serão avaliadas pelo painel de juízes do concurso, composto por Daniel HDR, Gustavo Brauner, Marcelo Cassaro, Patrícia Knevitz e Rod Reis. A decisão dos juízes é final e irrecorrível.
Premiação:
As três melhores ilustrações serão publicadas na revista DragonSlayer, uma revista de circulação nacional com tiragem de 30.000 exemplares. O artista do melhor trabalho será convidado a ilustrar um livro a ser lançado pela Jambô, pelo qual será pago de acordo com a tabela de preços da editora.
Divulgação do resultado:
As ilustrações selecionadas serão divulgadas nos sites da Jambô Editora e do Papo de Artista a partir do dia 30 de outubro.
Responsabilidade:
Os participantes são responsáveis pela veracidade dos dados fornecidos no ato da inscrição e pela originalidade do trabalho enviado.
Das considerações gerais:
Ao inscrever-se para participar deste concurso, o participante estará automaticamente autorizando, de modo expresso e em caráter irrevogável, o uso gratuito, por tempo indeterminado, sem qualquer ônus ou encargo à Jambo Editora, das ilustrações que enviar, desde que este uso esteja relacionado à divulgação do concurso.
Ao inscrever-se para participar neste concurso, o participante estará automaticamente declarando estar de acordo com as regras expostas nos itens acima.
PARTICIPEM!
Fonte: Papo de Artista
Arte Digital
A arte digital está tomando conta do mercado.
A magia dos seus efeitos encanta a todos e já invadio inclusive a rotina dos fanzineiros, que para acompanharem os avanços precisam se adaptar a essas tecnologias.
Eu particularmente adoro o nankin e o lápis de cor, mas a colorização digital é algo que realmente encanta, ainda assim continuo me rendendo ao toque e textura de uma arte manual diretamente no papel com aguarela e nankin.
No entanto, levando em consideração o acesso digital que só vem aumentando a cada ano, o acabamento feito em softwares específicos valoriza realmente nossos trabalhos, e prende a atenção do espectador.
Então precisamos nos atualizar e acompanhar o ritmo do gosto popular e aderir investindo mais em nossa tecnologia, não me atreveria em dizer “joguem fora seus pinceis e tintas” até porque é um prazer incalculável sentir o toque e textura dos nossos trabalhos finalizados diretamente por nossas mãos, mas para avançar é preciso também se adaptar.
Bom, acho que está clara a mensagem. A ilustração acima foi a minha primeira tentativa com trabalho de colorização digital, e espero continuar desenvolvendo essa atividade e que toda a equipe comece desde já com as
adaptações.
Forte Abraço!
Lucy.
“Fome de Poder”
“Fome de Poder” foi lançado em 2004, com criação, roteiro e arte de Lucilene (Lucy).
“Fome de Poder” é uma edição única com 24 pág., possui enredo simples, de fácil compreensão.
Conta a história de dois caçadores de recompensa (Fyler e Tina) que estão a serviço de um chorão ( Coll) em busca do poderoso “Núcleo do Universo” que fará dele um deus, na disputa da conquista do tal núcleo enfrentam a energética Vilma, mas logo são interrompidos pela bela guardiã do núcleo e o seu simpático bichinho “Ki” que acaba engolindo o “Núcleo do Universo” para o desespero de todos, daí o nome da história ser “Fome de Poder”, rsrs.

Pág. de "Fome de Poder"
É uma história curta, porém, divertida que só será possível conhecer o final adquirindo um dos exemplares que estarão no evento que ocorrerá nos dias 31 de Outubro e 01 de Novembro de 2009, na Biblioteca pública Epifaneo Doria, ou entrando em contato comigo ^^
Lucy.





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